
Sempre achei importante expor minha opinião, isso se deve ao fato de eu não ter muita opinião formada sobre as coisas. Por isso, quando eu tenho um conceito sobre algo, eu procuro expressar. Mesmo assim, eu sempre gosto de deixar claro de que é só meu ponto de vista, o que deixa margem para que todos concordem ou não com o que eu estou dizendo. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém.
Só que existe uma coisa chamada verdade, e essa coisa vai além do que consideramos uma questão de gosto. Dois e dois são quatro e sempre serão quatro – pelo menos eu espero -, independente de eu concordar com o resultado.
Às vezes, porém, as pessoas têm certa dificuldade para distinguir uma questão de opinião com uma realidade irrefutável.
Nessa semana, na faculdade, a aula seguia normalmente. O professor falava sobre sociedade, comportamento, preconceito etc. O debate rumou para a questão da homossexualidade e preconceito e tal – numa faculdade de comunicação social qualquer assunto tem forte tendência a tomar esse rumo.
Papo vai e papo vem, muita gente falando muita coisa e ninguém acrescentando nada. Eu permanecia calado, ficava ouvindo as besteiras e me esforçando pra não pegar no sono. Mas aí
Então eu falei baixinho, lá do fundão, pensando que ninguém iria ouvir: “Ser gay é sim uma questão de opção...”. Pra quê? Todo mundo se virou pra mim. Metade da turma me olhava com indignação e a outra metade com espanto e curiosidade.
Mesmo não querendo, eu estava disposto a discorrer sobre o que tinha acabado de dizer, queria esclarecer minha opinião. Só queria concluir o que tinha começado, só isso. Mas não deu.
A aula virou um fuzuê desgraçado, todo mundo falando ao mesmo tempo. O colega de quem eu havia discordado era quem mais se exaltava. Uma confusão, o professor olhando para todos os lados sem pedir silêncio nem nada, só observando. É engraçado como alguém sempre leu algo em algum lugar para justificar o que está dizendo.
É óbvio que eu já ouvi falar que a homossexualidade é uma questão genética. Eu até acho que isso seja verdade. Mas eu só queria dizer que, embora seja uma questão de genética, o homossexualismo ainda é uma questão de opção, de escolha. Antigamente haviam menos homossexuais do que hoje em dia, certo? Errado, o que havia era menos gente com coragem de afrontar os “bons costumes” da sociedade e assumir seu lado arco-íris. Então me digam, essa não era uma questão de opção?
O gay, mesmo que seja um gay nato, ele pode escolher entre ser ou não um gay aos olhos da sociedade. Assim como ele pode escolher reprimir seus desejos pela vida inteira, sendo assim uma pessoa infeliz. Isso com certeza será uma escolha triste, mas ainda assim será uma escolha.
Era só isso que eu pretendia dizer. Mas não rolou, não me deixaram explicar. Tudo bem, é melhor ser mal compreendido do que se omitir. Estava dito o que eu pensava, não queria mais me envolver naquela discussão besta, preferia chegar em casa e postar tudinho no meu blog. Toda turma continuava falando enquanto eu abaixava a cabeça e começava a desenhar a imagem que ilustra esse post.
Uma vez


5 comentários:
Sai do armário, Diogão
Eu tava nessa aula, realmente foi algo deprimente. Eh engracado ver um monte de aspirantes a jornalistas censurando a opiniao dos outros.
Belos jornalistas serao eles.
Se liberta desse preconceito bobo. é ridículo ficar sendo xenófobo em pleno século 21, pra que espalhar o ódio.Fica claro em cada frase que tu diz que tu não passa de mais um preconceituoso, de caras que nem tu o mundo já está cheio.
Um cara de nível universitário que nem tu agir dessa forma?Issoé ridiculo demais, tu devia se envergonhar.Li teu artigo sobre o maxismo também e acho que tu não tem mais jeito.
Pessoas que nem tu tem merda na cabeça, isso sim.
*É isso aí, Wander, eu não tenho mais jeito mesmo.
Obrigado pela audiência.
I-BO-PE! ;D
[opinião é que nem bunda, cada um tem a sua ;D]
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