quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Entre nadar e morrer de sede

Nos últimos três meses a região sul do Brasil sofreu demasiadamente com as chuvas. Foram três meses de chuvas torrenciais que causaram danos nas lavouras, enchentes, muita gente desabrigada, muita casa destelhada e, claro, algumas vítimas fatais. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mais precisamente, foram os principais alvos desse deságue dos céus. Pois bem, temos o problema: a água.

As chuvas passam, as pessoas retomam suas vidas – ou tentam retomar -, tudo volta ao normal.

Passaram-se mais alguns meses e surgem as, tão conhecidas, secas. Essa estiagem que destrói a lavoura, causa transtornos população com constantes racionamentos de água, deixa todo mundo rezando por uma chuvinha. Pois bem, temos aí o novo – ou será o mesmo? - problema: a falta de água.

Não preciso nem terminar esse texto para dizer aonde quero chegar, posso parar por aqui. Todo mundo já sabe qual é – ou quem é, ou talvez, onde está - o verdadeiro problema. Se alguém ainda não matou a charada, vou deixar duas dicas: não é a água e nem a falta da água. Ficou fácil, não é?

Sério, chega de ficar alternando entre "água na sala" e "torneira seca". Isso já encheu o saco!

Charge 12

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Quando é melhor ficar calado


Sempre achei importante expor minha opinião, isso se deve ao fato de eu não ter muita opinião formada sobre as coisas. Por isso, quando eu tenho um conceito sobre algo, eu procuro expressar. Mesmo assim, eu sempre gosto de deixar claro de que é só meu ponto de vista, o que deixa margem para que todos concordem ou não com o que eu estou dizendo. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém.

Só que existe uma coisa chamada verdade, e essa coisa vai além do que consideramos uma questão de gosto. Dois e dois são quatro e sempre serão quatro – pelo menos eu espero -, independente de eu concordar com o resultado.

Às vezes, porém, as pessoas têm certa dificuldade para distinguir uma questão de opinião com uma realidade irrefutável.

Nessa semana, na faculdade, a aula seguia normalmente. O professor falava sobre sociedade, comportamento, preconceito etc. O debate rumou para a questão da homossexualidade e preconceito e tal – numa faculdade de comunicação social qualquer assunto tem forte tendência a tomar esse rumo.

Papo vai e papo vem, muita gente falando muita coisa e ninguém acrescentando nada. Eu permanecia calado, ficava ouvindo as besteiras e me esforçando pra não pegar no sono. Mas aí uma bichona um colega meu disse que a sociedade deveria aceitar a homossexualidade. Ele disse que todos eram obrigados a deixar de ter preconceito porque estava comprovado que ser gay não era uma questão de opção, mas sim uma questão genética.

Então eu falei baixinho, lá do fundão, pensando que ninguém iria ouvir: “Ser gay é sim uma questão de opção...”. Pra quê? Todo mundo se virou pra mim. Metade da turma me olhava com indignação e a outra metade com espanto e curiosidade.

Mesmo não querendo, eu estava disposto a discorrer sobre o que tinha acabado de dizer, queria esclarecer minha opinião. Só queria concluir o que tinha começado, só isso. Mas não deu.

A aula virou um fuzuê desgraçado, todo mundo falando ao mesmo tempo. O colega de quem eu havia discordado era quem mais se exaltava. Uma confusão, o professor olhando para todos os lados sem pedir silêncio nem nada, só observando. É engraçado como alguém sempre leu algo em algum lugar para justificar o que está dizendo.

É óbvio que eu já ouvi falar que a homossexualidade é uma questão genética. Eu até acho que isso seja verdade. Mas eu só queria dizer que, embora seja uma questão de genética, o homossexualismo ainda é uma questão de opção, de escolha. Antigamente haviam menos homossexuais do que hoje em dia, certo? Errado, o que havia era menos gente com coragem de afrontar os “bons costumes” da sociedade e assumir seu lado arco-íris. Então me digam, essa não era uma questão de opção?

O gay, mesmo que seja um gay nato, ele pode escolher entre ser ou não um gay aos olhos da sociedade. Assim como ele pode escolher reprimir seus desejos pela vida inteira, sendo assim uma pessoa infeliz. Isso com certeza será uma escolha triste, mas ainda assim será uma escolha.

Era só isso que eu pretendia dizer. Mas não rolou, não me deixaram explicar. Tudo bem, é melhor ser mal compreendido do que se omitir. Estava dito o que eu pensava, não queria mais me envolver naquela discussão besta, preferia chegar em casa e postar tudinho no meu blog. Toda turma continuava falando enquanto eu abaixava a cabeça e começava a desenhar a imagem que ilustra esse post.

Uma vez a purpurina o finado Clodovil disse que não entendia essas manifestações de orgulho gay, ele não sabia por que optar por dar o rabo era motivo de orgulho pra alguém. Imagina se eu digo uma coisa dessas?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tirinha de banheiro


Parece que o Dr. Pepper andou fazendo umas tirinhas pra PUCRS. Olha que legal essa que pode ser vista pelos banheiros da faculdade.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Dioguinho

Gosto de desenhar desde muito pequeno, ainda não aprendi, mas isso não me impede de continuar. Sempre desenhei todo mundo que eu via pela frente, continuo fazendo isso, só que agora só quando me pedem.

Pois agora estou vendo como as pessoas que eu desenhava se sentiam. Esse carinha aí da imagem sou eu, quem desenhou foi o meu primo Gabriel, de 11 anos. Já disse que esse cara e o irmão dele têm muita coisa que fazem eu lembrar de mim mesmo, e não posso negar que isso me enche de orgulho.

Baita desenho, hein? Quem me conhece sabe que está igualzinho...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Machista porque me convém

Assim como temos orgulho de nossas qualidades, devemos aceitar os nossos defeitos. Quando digo aceitar nossos defeitos, quero dizer que possamos conviver com eles, sem ficar se censurando o tempo todo, sem essa de buscar a perfeição em si mesmo.

Eu não tenho muitos problemas em conviver com meus muitos defeitos, acho todos eles justos de serem aceitos tanto por mim quanto pelos que me rodeiam – alguém vai encontrar alguns defeitos camuflados já nessa frase.

E um defeito que eu assumo com certa naturalidade - mas que já me custou algumas horas de carranca, repressões, xingamentos e outras coisas - é o de ser um grande machista. Sou realmente muito machista mesmo, e dos piores. Se você me conhece e acha que estou exagerando é porque eu disfarço muito bem esse defeito, na verdade não disfarço, só procuro me poupar das reações-pós-declaração-machista que temos que encarar quando nos revelamos machistas.

Sou o tipo de machista que gosta de listar nomes de grandes gênios – todos homens – e depois pede uma lista de mulheres que tenham feito alguma diferença. Sério, geralmente elas não conseguem lembrar de muitas mulheres brilhantes para listar, isso acaba sempre funcionando.

Mas os argumentos: “as mulheres sempre foram privadas do acesso ao conhecimento, aos estudos.” “o homem sempre se impôs pela força física desde os tempos das cavernas”, e coisas do tipo, são usados frequentemente nessas discussões. Mas para um machista ortodoxo é fácil derrubar tais argumentos, e da forma mais simplista possível. Basta dizer que as mulheres aceitaram ser dominadas pelos homens – quem carregava quem pelos cabelos? -, e não me venham com essa de o homem se impor com força física, não se costuma dizer que a inteligência sempre vence a força? Ou então elas reconhecem que os homens também eram mais inteligentes?

Quanto ao fato de serem privadas do conhecimento, pôxa, as escolas eram pensadas por homens, construídas por homens, administradas por homens e o que se ensinava nelas tinha sido descoberto pelos homens. Assim, acho justo que os homens escolham quem vai estudar nela e quem não vai.

O que eu quero dizer, é que em algum momento da história a mulher se submeteu ao homem, e foi esse o momento que determinou todo esse machismo do qual também estou contaminado. Logo, as mulheres são as culpadas.

As mulheres são culpadas quando dizem que futebol não é mais esporte de homem, e comemoram a ascensão delas aos estádios. Elas vão para os estádios para ver um jogo tipicamente masculino, criado por homens, para homens. Agora me digam, qual a representatividade do futebol feminino para as mulheres? As mulheres vão assistir aos jogos de futebol feminino? Não, elas vão ver jogo de homem!

Basta passarmos em uma banca de jornal e lermos as manchetes de algumas revistas destinadas ao público feminino: “20 dicas para conquistar o homem amado”, “10 dicas para não fazer feio na primeira noite”, e daí só pra baixo. O que dizer disso tudo? De quem é culpa do machismo?

Sei que esse texto é muito limitado, não quero propor a guerra dos sexos com ele porque na verdade eu não falei muito sério. Só quis dizer que as mulheres demoraram demais para exigir seu lugar na sociedade.

O que eu acho que não tá certo é as mulheres não aceitarem dividir a culpa do nosso próprio machismo. Simone de Beauvoir já disse que em nossa cultura as mulheres tinham sido colocadas como “segundo sexo”, só o homem aparecia como sujeito nessa cultura, a mulher havia sido transformada em objeto do homem, perdendo, assim, a responsabilidade por sua própria vida.

Concordo com tudo isso, mas meu machismo não me permite deixar de pensar que se elas não perdessem tanto tempo na frente do espelho isso não seria assim.

tudo podia ter sido diferente

Como generalizar é sempre uma burrice (sic), quero prestar minhas homenagens às mulheres que não se enquadram ao modelo feminino ao qual me referi, esse modelo de mulher com quem proponho dividir a culpa pelo meu machismo. Sim, eu acredito que deva ter havido aquelas que não aceitaram ser carregadas pelos cabelos, mas provavelmente foram voto vencido dentro de seu próprio sexo. Palmas para essas mulheres, portanto.

Peço desculpas a quem possivelmente eu possa ter ofendido com esse texto, juro que nem tudo que eu disse é sério.

Ah, e se não gostaram que me devolvam minha costela!

P.S. Amor, não fica brava, eu te amo muito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

E agora, quem poderá nos defender?

Quatro bilhões de dólares, foi o que a Disney desembolsou para comprar a Marvel Entertainment Inc. Uma pechincha quando se pensa no que a Marvel realmente representa.

Pois é, agora tudo que era da Marvel passa a ser da Disney. O que isso significa? O que vai acontecer com os mais de 5 mil personagens - entre heróis e vilões?

Não serei profético tentando adivinhar qual dos muitos caminhos possíveis meus queridos superheróis vão tomar, só posso dizer que, na melhor das hipóteses, tudo vai continuar igual e na pior... só Deus sabe...