terça-feira, 12 de maio de 2009

Tema de casa

Enquanto não sai um post descente, vou dar um enchida de linguiça postando um desenho que eu fiz pra ilustrar um texto de uma cadeira da faculdade. Era sobre o domínio da mídia sobre as pessoas, e a tarefa era ilustrar o texto sem usar palavras. Daí eu fiz um denhosinho meia-boca que lhes mostro agora nesse postzinho meia-boca depois de ter dado um photosopada meia-boca...

Ah, e é tudo montagem, hein. Não tem nada de print screen!

domingo, 10 de maio de 2009

Três pessoas que eu odeio admirar

Seguindo um modelo sistematizado por três itens, como a Santíssima Trindade, os três poderes, os três patetas, o anal, o oral e o genital, Os Três Mosqueteiros, o KLB, e enfim, outros tantos. Lhes apresento agora as três personalidades que eu odeio admirar.

Paulo Coelho

Certa vez uma professora disse que é melhor ler Paulo Coelho do que não ler nada. Tenho minhas dúvidas quanto a isso. Já li três livros do mago e confesso que não gostei de nenhum, inclusive um deles está na primeira colocação no ranking dos piores livros que já li.

Mas é preciso confessar que o Paulo Coelho é um vencedor. O cara consegue se tornar o escritor brasileiro mais vendido de todos os tempos, ingressar na Academia de Letras Brasileira, se tornar rico e famoso escrevendo. E o mais impressionante de tudo, escrevendo no Brasil, esse país com fama de poucos leitores.

Mesmo sendo altamente criticado pelos - quem se importa - intelectuais, o cara consegue emplacar um Best Seller atrás do outro. O auto-denominado Mago da Luz já fez de tudo na vida, experimentou muitas coisas, andou por vários países e hoje leva uma vida sossegada ao lado de seus milhões cifrões. E conseguiu tudo isso sendo um dos pioneiros da auto-ajuda disfarçada, escrevendo coisas ao estilo "faça elevar o cosmos do seu coração" ele ganhou o mundo e a vida. Sério, esse cara é um vencedor.

Ivete Sangalo

Se eu visse uma mulher como ela andando pelas ruas à noite, certamente pensaria se tratar de um traveco. Sério, não entendo como podem considerar essa mulher um símbolo sexual. Mas mais absurdo que isso é o sucesso que ela faz como cantora. Puta que pariu! A voz dessa mulher é horrível, as músicas piores ainda, e mesmo assim a baiana vende mais discos que qualquer um hoje no Brasil, isso considerando a falência eminente da indústria fonográfica.

Uma mulher feia - aos meu padrões de beleza - e que canta mal - ao meu gosto - que consegue colocar mais gente no Maracanã do que jogo do Flamengo, merece minha admiração. Será que se eu pedisse ela me daria a receita do sucesso? Talvez, mas que não me venha com essa história de talento.

Lula

Na verdade eu não odeio o Lula. Sério, eu até gosto do barbudo. E é justamente isso que me preocupa, gostar de político é sempre algo passivo de desconfiança. Assim como a maioria da população brasileira, eu também aprovo o governo Lula, mas isso devido ao nivelamento por baixo que foi estabelecido graças as gestões anteriores.

O Lula pode não ter sido tão melhor que seus antecessores, mas pelo menos ele é mais engraçado, mais carismático e muito mais popular no mundo inteiro. Por essas e outras sou obrigado a concordar com Barack Obama e reconhecer que o Lula é o cara.

Mas cuidado, o Lula é um cara carismático em demasia, algo muito perigoso tendo em vista que o carisma é uma das poucas virtudes capazes de disfarçar a hipocrisia.

Dica tardia de filme questionável

















Sempre gostei de histórias de Vampiros, acho legal o lance da imortalidade, beber sangue e a parte que eu mais me identifico: dormir de dia e ficar acordado à noite. 

Não que eu seja gótico, longe de mim, sou só mais um fã de Bram Stoker que leu o livro do Drácula inteirinho e que agora se deprime com o que andam fazendo com os chupadores de sangue de hoje em dia - vide Crepúsculo.

Bom, acontece que eu escrevo esse post logo depois de ver um filme que faz justiça aos vampiros da velha guarda, sem essa historinha de depressão, medo de alho, medo de crussifixo, dormir em caixão, nem nada. Então dou essa dica - um tanto atrasada - para quem, assim como eu - curte um pouco de fantasia+violência+terror num filme só. O filme é o "30 dias de noite", uma adaptação da Graphic Novell de Steve Niles e Ben Templesmith, que conta a história que vocês podem conferir na sinopse Ctrl+C e Ctrl+V logo abaixo.

Sinopse

Nesta competente e assustadora adaptação da graphic novel cult escrita por Steve Niles, 30 Dias de Noite, a cidade de Barrow (Alasca) mergulha n habitual escuridão total de quatro semanas durante o inverno. No entanto, diferente dos outros anos, a cidade é tomada por vampiros sedentos por sangue humano e dispostos a tudo para conseguí-lo. O xerife Sheriff Eben (Josh Hartnett, de A Dália Negra e Pearl Harbor), sua ex-namorada Stella (Melissa George, de Tursitas e Pecado Capital) e mais um grupo cada vez menos de sobreviventes, farão o possível para permanecerem vivos até que a luz do sol volte.


Informações Técnicas


Título no Brasil: 30 Dias de Noite
Título Original: 30 Days of Night
País de Origem: Nova Zelândia / EUA
Gênero: Terror
Classificação etária: 18 anos
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento: 2007
Estréia no Brasil: 07/12/2007
Site Oficial: http://www.30daysofnight.com
Estúdio/Distrib.: Sony Pictures
Direção: David Slade

Confiança é a última que morre

Espantados. Era assim que ficavam os três colegas de trabalho daquela menina espevitada.

Luísa era o que se poderia chamar de mulher não-convencional. Digo isso porque ela tinha um quê de testosterona dentre seus hormônios. Não que ela tivesse cara de homem nem nada, é que ela ia à caça, ela gostava da coisa e não escondia. Se tratava de uma mulher não-convencional, como eu tinha dito.

Luísa, não raras vezes, enrubesceu seus três colegas homens com as opiniões formuladas a respeito do sexo masculino ou do que fazer com alguém do sexo masculino. O erotismo de suas palavras era de se fazer inveja a qualquer roteirista de filme pornô. Era de fato uma libertina, essa Luísa.

Seus colegas acreditavam que ela fosse ninfomaníaca, tinham certeza disso. Aquilo não poderia ser normal. Nem pedreiro quando vê mulher de minissaia fala coisas tão cabeludas como Luísa em seus dias mais inspirados.

Era só ver um homem por quem se sentisse minimamente atraída que já soltava, tinindo, uma lampejada de frases apimentadas. Essa era Luísa, uma menina assanhada, lasciva, libidinosa, de um cabritismo sem igual.

Espantados ficavam seus colegas, mesmo depois de já acostumados com tal desprendimento. Isso porque Luísa tinha um namorado. Valmir, era o nome dele.

“Esse Valmir deve ser o cara mais corno que existe” dizia um. “Pobre desse cara, se ele soubesse da metade” dizia outro.

Os três colegas de Luísaesses que ficavam espantados – eram todos compromissados, todos tinham namoradas. E todos eles rezavam todas as noites agradecendo a Deus por suas namoradas não serem como a Luísa e por eles não terem a má sorte do Valmir. E além de agradecer ao Pai do Céu pela graça de terem namoradas “direitas”, eles comentavam entre si:

- Ainda bem que minha namorada não é assim,

- Graças a Deus a minha também não é.

- Se eu tivesse uma namorada assim eu me matava.

- Se esse Valmir fosse homem ele dava um jeito nessa mulher.

À boca pequena, esses eram os comentários dos espantados-sortudos-e-bem-amados colegas de Luísa.

Um dia, numa confraternização dessas que tem em fim de ano de tudo quanto é firma, a Luísa levou o Valmir para que seus amigos o conhecessem. Os três amigos se olharam e pensaram simultaneamente, em coro: “Uhhh, corno veio!”.

No decorrer da festa, Valmir conversava com os colegas da Luísa, enquanto ela saracoteava de um lado para o outro. Papo vai e papo vem, e o Valmir contou a história da mulher de um amigo dele. “É uma vaquinha” dizia ele, “nunca vi mulher mais atirada, nunca vi mulher mais puta!” continuava. Os três colegas se olhavam entre si, como se todos pudessem ouvir as gargalhadas nos pensamentos um do outro, estavam se divertindo muito com aquela história. A mulher que o Valmir descrevia nada mais era do que a copia cuspida da Luísa. Era um guampa falando de outro guampa.

Só que de repente o Valmir disse uma coisa que cessou com o riso dos três de uma vez só. O que o Valmir disse impactou tão fortemente neles, que não conseguiram controlar a expressão de espanto que se desenhou em suas faces. Valmir disse o seguinte:

- Coitado desse meu amigo, eu nunca vi cara mais corno do que ele. Ainda bem que a Luisinha não é assim. Graças a Deus! Se eu tivesse uma mulher daquele jeito eu acho que me matava. Esse meu amigo não é homem, se fosse ele daria um jeito nela...

sábado, 9 de maio de 2009

É o cara!

Antes que eu pensasse em postar algo sobre a farra das passagens, o jornalista e psicólogo Luiz Carlos Prates disse tudo que precisava ser dito de uma forma que eu jamais conseguiria dizer.

Segue o vídeo do homem, então...