quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

"Se você soubesse quem você é..."


Pensei em começar o post dizendo que sinto pena de quem assiste ao BBB, mas me dei conta do quão falso eu estaria sendo ao declarar tamanha mentira. Quem assiste ao BBB não merece pena, merece a morte!

Não é possível que um programa vazio como este consiga ter índices tão absurdamente grandes de audiência. Poderia estar me perguntando agora se o errado não seria eu, afinal, são milhões de pessoas que consideram o BBB o supra sumo do entretenimento. Mas, não. Meu orgulho e meu imenso apreço ao que eu considero, ou, a quem considero estar certo - no caso eu - não permitem que questione minhas convicções.

Sei que não estou ofendendo ninguém com o que escrevo aqui, primeiro porque ninguém lê esse blog, e segundo porque se caso eu estiver enganado e tiver alguém lendo esse post, com certeza essa pessoa será uma pessoa culta que vai concordar com tudo que estou dizendo aqui.

Pois bem, meu caro suposto-culto-leitor, raciocine comigo você que ainda consegue raciocinar - porque, assim como eu, não assiste ao BBB. A Rede Globo recebe em média 25 milhões de ligações em cada paredão. Vamos colocar o preço da ligação a R$ 0,31. O resultado é R$ 7.750.000,00.

Não estou aqui para colocar olho grande nos merecidos ganhos da Rede Globo por seu programa de sucesso, tanto que nem vou falar em lucros com publicidade entre outros, o que eu quero dizer é que esses quase R$ 8 milhões de lucro foram pagos pelo povo brasileiro. O povo brasileiro, o cordial e sempre de bem com a vida povo brasileiro, o povo brasileiro que não desiste nunca. Vejam só, o povo brasileiro tem R$ 8 milhões pra dar por semana para a Rede Globo. Claro, é um povo rico, não é um povo que vive reclamando de sua sorte e de seus governantes, não é um povo que sofre com falta de saúde, de segurança, de educação. Nada disso, esse povo está tão bem de dinheiro que é capaz de pagar R$ 8 milhões pra eliminar um participante de um programa idiota de televisão.

O BBB dura cerca de três meses, não vou nem calcular quanto o povão vai gastar nesse meio tempo, só vou ressaltar que, nem a UNICEF (órgão das Nações Unidas para a infância), quando faz o programa CRIANÇA ESPERANÇA, com um forte apelo social, arrecada tanto dinheiro. Vai ver, deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas, tenho minhas dúvidas se daria audiência. Prova disso, é que na Inglaterra, pensou-se em fazer um BBB só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.

Qual o motivo do fracasso? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria. Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em audiência em países de 3º mundo... Um país como o nosso, onde o cidadão vota para eliminar um bobão ou uma bobona qualquer... mas não se lembra em quem votou na última eleição... Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita ser de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de PAGAR pelo seu voto...

É deplorável saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.

Ridículo!!!

Mais do que ridículo, inacreditável! Como, me expliquem, como as pessoas conseguem suportar - e muitas vezes até admirar - um imbecil que nem o Pedro Bial? Isso foge de toda explicação. Intragável, esse Bial. Sujeitinho insuportável, metido a poeta, não passa de um filho da p... Bom, deixa pra lá, voltemos para o post.

Não é que eu queira obrigar todos a assistirem Telecurso 2000, ou ficar alternando programações entre TVE e Record News. Não é isso. Só gostaria, no fundo do meu coração, de não ter que pegar um ônibus lotado, ou ficar em uma fila do SUS, ou estar submetido a qualquer uma dessas humilhações, a que os de classe mais baixa sempre estão, e ser obrigado a ouvir uma velhinha que, depois de 6 horas em um fila de hospital, esteja mais preocupada com quem vai ser o próximo líder da casa.

Mas tudo bem, fazer o quê? O BBB está aí, firme, forte. Em sua nona edição, não é demais? Nona edição!

Coisa boa, os iletrados e os aprendizes, vítimas da falência da cultura, da educação e da família, terão dezenas de horas de puro deleite de como ser falso, mentiroso, infiel, hipócrita, leviano, canalha, com todos os derivativos da falta de ética e imoralidade estando à mostra.

Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir (?!), ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer entretenimento televisivo relevante para melhorar a sua articulação, a sua autocrítica e a sua consciência.

Bom, é hora de parar por aqui. É que acabou a novela, sabe? Vou lá ver meu programa favorito.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

20 de janeiro, dia da posse


Algumas vezes somente o erro pode nos mostrar o caminho certo a seguir. Muitas são as situações em que só o erro, o fracasso, podem nos dar a chave para uma futura vitória. O problema é que muitas dessas vezes erramos mais do que o necessário justamente por não sermos capazes de, num primeiro momento, identificarmos e assumirmos que estamos errados e que continuamos errando.

Com o povo americano foi assim. Eles erraram ao escolher George W. Bush como seu presidente. Eles poderiam ter corrigido esse erro quatro anos depois, mas não. Por não aceitarem que estavam errados, por se negarem a acreditar que sim, eles escolheram mal, o reelegeram por mais quatro anos.

Não era um problema de visão, esse dos americanos. Não podia ser, países do mundo inteiro viam o quão fracassada era a gestão de Bush, só os americanos que se negavam a ver. E é por isso, por se negarem a reconhecer seu erro que o elegeram novamente, na esperança de que a longo prazo ficasse claro que estavam certos, que Bush seria um bom presidente. Pois é, deu no que deu. Oito anos foram necessários para enxergar o quão destrosa foi essa sua escolha, mas parece que aprenderam.

Tanto parece que aprenderam, que passados esses oito longos anos, são boas as notícias que recebemos de lá. Novos ares estão se colocando a nossa disposição, ares que estão renovando e revigorando as esperanças de um planeta inteiro, e essa esperança tem um nome: Barack Obama.

E é hoje dia dessa esperança mundial desabrochar, hoje o senador Barack Obama assume a condição de 44º presidente dos Estados Unidos. São poucas as vezes em que na história recente do mundo, um presidente chega ao 20 de Janeiro americano com uma carga tão grande de boa vontade e de responsabilidade, nem com uma carga tão pesada de problemas internos e globais.

Obama tem pela frente o que é considerada a pior crise econômica desde 1929. Essa crise representa um desafio que uma conjunção de fatores históricos, sociais, econômicos e culturais coloca nas mão desse advogado de 47 anos, sem muita tradição política, mas dono de uma bagagem intelectual inegável, de um carisma evidente e de um triunfo eleitoral inquestionável.

Obama assume o cargo com a obrigação de acertar, embora seja evidente que ele chega ao poder à frente de um movimento democrático, de respeito à Constituição e às tradições norte-americanas, e não na crista de um movimento revolucionário. Numa estratégia inteligente de comunicação, aproxima sua imagem a dois dos mais importantes presidentes da história de seu país – o republicano Abraham Lincoln e o democrata Franklin Delano Roosevelt. Assim como Obama, ambos foram eleitos em momentos cruciais para os Estados Unidos. Lincoln enfrentou a tentativa secessionista dos Estados sulinos, garantiu a unidade do país, ampliou o conceito de democracia e decretou o fim da escravidão. Roosevelt chegou à Casa Branca quando o mundo se contorcia sob os efeitos da Grande Depressão, nos anos 30 do século passado, teve que enfrentar as dificuldades da reativação da economia e comandar a mobilização norte-americana na II Guerra Mundial.

Não há como não ver as semelhanças que se evidenciam entre a tarefa de Obama com os desafios enfrentados por Lincoln e por Roosevelt nos séculos 19 e 20, respectivamente.

Mas mesmo assim não devemos ver Obama como o redentor da humanidade, como a salvação do mundo, como o novo Messias. Obama não é nada disso, é só mais um homem que se propõe a, com seu trabalho, melhorar a situação atual do mundo. Não se pode esperar de Obama a resposta para todos os males do mundo, deve se esperar dele trabalho, atitude, renovação e muita sobriedade em suas decisões - itens que faltaram em seu antecessor.

Também devemos esperar dele atitudes objetivas para equacionar a crise financeiro-econômica deste momento, gestos que impulsionem uma estratégia efetiva de preservação das riquezas naturais e de combate à degradação ambiental, políticas capazes de reduzir as tensões que entravam a convivência pacífica (em especial em relação à civilização islâmica e ao futuro do Oriente Médio) e ideias claras para uma diplomacia que valorize a justiça nas relações comerciais, principalmente entre países mais pobres.

Não seria nem preciso citar o fato de que o destino quis que ele fosse o primeiro negro a se tornar presidente dos EUA, seria uma informação desnecessária não fosse o peso extra de responsabilidade que ele vai carregar por isso.

Como disse no começo, são boas as notícias e melhores ainda as expectativas - por mais exageradas que sejam. O importante é que junto desse sopro de renovação e de esperança temos esse sentimento de que apostamos no cavalo certo, o que ao mesmo tempo que nos alivia em termos de perspectivas, incumbe aos representantes e cidadãos de todas as nações uma contribuição e colaboração para com este homem que, no mínimo, parece ter boas intenções.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Noffa !!!


Essa frase foi do nosso excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

"O presidente Obama está com um pepino muito grande."

Bah, se o Lula continuar falando desse jeito ninguém vai aguentar o homem lá.

Pecados imperdoáveis


Para certos pecados não há perdão.

O cara que esquece o aniversário da mãe, por exemplo. Embora saibamos
que uma mãe é capaz de perdoar qualquer coisa. Perder um penalti em uma
final de campeonato não é bem um pecado, mas sim uma falha que, também,
não merece piedade.

Existem muitos desses pecados imperdoáveis: deixar batata frita sobrar no prato, soltar rojão em velório, esconder a dentadura da avó, dormir cedo na sexta-feira, perguntar a um cego se ele viu o jogo de ontem, chamar a própria irmã de filha da puta e etc...

Todos os pecados citados acima são muito graves e não são dignos de perdão.
Todo aquele que ousar cometer um desses delitos deve ser punido severamente.

Mas existe um pecado, um crime, que é pior do que qualquer um dos pecados pertencentes ao gênero de pecados a que me refiri nesse post. Esse pecado é morrer sem ler, pelo menos uma vez na vida, a obra-prima de Fiódor Dostoiévski "Crime e Castigo" `

Não sou muito de listar minhas preferências, mas se resolvesse fazer uma lista entre os melhores livro que eu já li, com certeza este seria o primeiro colocado.

O livro trata sobre os conflitos criados em um jovem estudante, Raskólnikov, após cometer um crime: o assassinato de uma velha usurária. Este crime desencadeia uma série de reações no personagem que nos levam a perceber em nós mesmo a fragilidade da sanidade e da consciência. Essas reações são descrevidas pelo autor de uma forma tão agoniante e pesada que nos dão a impressão de saber exatamente o que Raskólnikov está passando.

O relato dos conflitos de Raskólnikov consigo mesmo são tão eloquentes e realistas que por vezes, enquanto lia o livro, pensei que o próprio Dostoiévski se auto-descrevia após cometer o mesmo crime. Ainda mais com a macabra descrição do assassinato, onde o sangue jorrou bonito mediante as machadadas furiosas e confusas de Raskólnikov.

Crime e Castigo, um livro grande, pesado, de parágrafos de duas folhas e meia, e que ao mesmo tempo, pode ser desfrutado de uma forma tão prazerosa que chega assustar, já que, pelo menos pra mim, a identificação com o personagem foi inevitável. O que não é muito bom, tendo em vista a maneira de pensar e de agir do jovem estudante.

Não costumo ler o mesmo livro duas vezes, afinal a tanto que ainda não foram lidos que seria uma perda de tempo, mas esse, Crime e Castigo, eu já li duas vezes, e não vejo a hora de começar a terceira.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Maratona de aperto


Fazia tempo que não pegava um ônibus, costumo me locomover de um lado para o outro com o auxílio de minha inseparável companheira Soraya, a minha moto. Pois mês passado quis mudar um pouco e fiz uma viagem para Vale Real, uma espécie de cidade satélite de Caxias do Sul, de ônibus.

Não lembrava da tortura que é esperar um ônibus na parada, foram quase vinte minutos de espera até que o bendito resolvesse passar. Sei que vinte minutos nem é tanto tempo assim, mas acontece que a garagem de onde sai o ônibus fica a menos de cinco minutos da parada onde eu esperava, ou seja, foram vinte minutos de atraso da saída do ônibus. Um absurdo.

Já dentro do ônibus, que como sempre se encontrava imundo, me acomodei em uma de suas desconfortáveis poltronas para seguir viagem rumo a rodoviária de Porto Alegre.

Sendo minha parada uma das primeiras do itinerário dessa linha, não tive problemas para garantir meu lugar em um dos acentos, a mesma sorte não tiveram as pessoas que subiram em cinco ou seis paradas posteriores. Havíamos rodado por menos de quinze minutos e já estavam todos apertados e se encoxando involuntariamente dentro do ônibus.

Pois bem, chegamos na rodoviária e já que já tinha comprado a passagem antecipadamente, fui calmamente até o local indicado de onde partiria o próximo ônibus e simplesmente esperei. Esperei e esperei, pois imaginem só, o ônibus atrasou de novo. Que coisa, hein?!

Pois vamos pular minha estadia em Vale Real e Caxias do Sul e partir logo para o mais emocionante e prazeroso da viagem: andar de ônibus.

Surpreendentemente o ônibus que vinha de Caxias até Porto Alegre não atrasou muito, e nem estava muito cheio, ou seja a viagem poderia ter sido perfeita não fosse o cheiro azedo de vômito que exalava daquele lugar.

Já em Porto Alegre, depois de duas longas horas de viagem e de bastante cheiro de leite qualhado inalado, me dirigi até o novo terminal de ônibus recém construido pelo nosso querido prefeito. O terminal está um lixo, mas tudo bem, porque não fiquei muito tempo ali, já que meu ônibus estava prestes zarpar.

Que sorte a minha, por mais um minuto eu teria que esperar, nada mais, nada menos, do que quarenta minutos até o próximo ônibus sair. Ufa!

Tendo em vista que essa viagem era o último obstáculo que me separava de minha humilde residência, nem me importei muito de viajar de pé até minha cidade, carregando muitas bagagens, sendo encoxado por todos os lados e completamente espremido entre o os ferros de um acento e a bunda de uma obesa.

Depois dessa aventura toda nos maravilhosos coletivos gaúchos, me senti extremamente aliviado por poder passar mais uma temporada sem subir num ônibus. Só que eu sei que o mesmo não acontece com a maioria, e é aí que tá a droga toda.

Eu estou reclamando de uma viagem que eu fiz porque assim quis, porque estava de férias e ainda tive a opção de viajar ou não de ônibus. E quantas pessoas não têm essa opção? Quantas pessoas depois de um dia exaustivo no trabalho - ou na procura dele - são obrigadas a se submeter à humilhação de viajar em um transporte coletivo feito uma sardinha? Quantas pessoas perdem horas de suas vidas nas paradas, esperando um ônibus que atrasou ou que simplesmente parou de funcionar devido a falta de manutenção ou simplesmente por esse ônibus ser movido a carvão?

Essas e outras situações acontecem todos os dias com milhares de pessoas, falo isso por experiência própria, já que faz muito pouco tempo que parei de ser totalmente dependente deles. Essas pessoas, que são humilhadas e torturadas enquanto transportadas, ainda têm que deixar os olhos da cara para essas empresas - sejam elas privadas ou municipais - pelo valor que lhes é cobrado por uma passagem.

Dias atrás um motorista de uma dessas empresas - essa mesmo que me levou até a rodoviária - teve um mal súbito enquanto dirigia que ocasionou em um acidente que acarretou na morte de duas pessoas e deixou outras tantas feridas. Apurados os fatos, vem à tona a negligência da empresa de ônibus com seus funcionários, obrigando-os, segundo alguns deles, a trabalharem doentes mesmo portando atestado médico, além de os obrigarem a fazer jornada dupla em dias de escala apertada.

E eu ainda sou obrigado assistir campanhas incentivando o uso do transporte coletivo para a diminuição da poluição e melhora de fluxo do trânsito. Só podem estar de brincadeira.

Espelho, espelho meu...


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já está exibindo seu novo visual. Dilma fez uma cirurgia plástica de rejuvenescimento do rosto no mês de dezembro, em Porto Alegre. Ela também inovou no penteado, mudando a cor e o corte do cabelo.

A estréia estreia do novo look foi em uma visita a São Paulo para a abertura da 36ª Couromoda, feira de calçados e acessórios - mesma feira em que Lula ameaçou jogar um sapato em jornalistas, satirizando o ocorrido com Bush.

Será que ela fez isso visando melhorar sua colocação nas pesquisas para as eleições presidenciais?

Se essa era a idéia ideia, acho que ela vai ter que investir em mais algumas plásticas, já que o resultado dessa não ficou lá essas coisas.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Por que reformar. Reformar por quê?


Não adianta, por mais que eu tente entender os motivos da reforma ortográfica eu não consigo concordar com essa idéia ideia. Pelo que eu entendi, o principal objetivo dessa reforma é unificar a ortografia entre os países de língua portuguesa. Mas a troco de quê?

Mas o que mais perturba minha tranqüilidade - com trema mesmo, para soar mais forte - é que não vão mexer no que pra mim é o mais bizarro da língua portuguesa: os quatro porquês!

Por que precisamos de quatro porquês? Qual o porquê de usarmos tantos porquês? Será que é porque simplesmente queremos complicar um pouco as coisas? Mas por quê?

Não sei, simplesmente não consigo entender. Imagino que cada um dos quatro criadores da língua portuguesa quisesse que o porquê fosse escrito de um jeito, e já que não entraram em acordo decidiram usar os quatro, um para cada sentido ou colocação nas frases.

Pois eu proponho que na próxima reforma ortográfica, isso entre um ou mil anos precisamente, seja abolido o uso dos quatro porquês, restando apenas um para tudo.

Isso seria legal gente, poderia até haver uma eleição para que o povo elegesse qual dos porquês deveria prevalecer.

Eu votaria no "porque", junto e sem acento. Acho que é mais charmoso.

E você, em qual porquê você votaria para se tornar o maioral entre os quatro porquês? O por que, o porque, o porquê ou o por quê? Vote e diga porque!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Segue o baile


Então 2008 chega a seu final. Já era-se em tempo.

Foi um ano complicado, um ano que alternou dias muito difíceis com dias mais tranqüilos, como todos anos, é claro. A diferença é que pra mim houveram dias mais difíceis do que os dias difíceis de outros anos.

Mas o ano acabou bem, felizmente tudo acabou dando certo. Falo isso individualmente, é óbvio. Quem sou eu para diagnosticar o quão bom ou ruim foi 2008 para o mundo inteiro.

Escrevo esse post na verdade só porque sinto a obrigação de dizer algo a respeito da mudança de calendário. Não quero me repetir e nem repetir todos que dizem todos os anos as mesmas coisas. Não quero deixar uma mensagem de esperança, de fé ou qualquer outra coisa. Quero apenas deixar esse post como despedida de um ano que foi, no mínimo, emocionante. Na verdade, pra mim 2008 mais pareceu um jogo de futebol vencido na prorrogação, já que até seus últimos dias eu corri atrás daquilo que fui impedido, por certos entreveros, de conquistar da maneira que normalmente eu teria conseguido.

Mas prometi pra mim mesmo que se tudo acabasse bem não iria reclamar de 2008, já que no fim das contas continuo de pé, vivo, pronto para enfrentar 2009. Enfrentar 2009, é isso que vou fazer, começar mais um ano corrido, onde seus longos 365 dias serão tão cheios que nem vou reparar neles passando.

Começar o próximo ano com menos medo de errar, tentar cumprir minhas metas e torcer, não para que não hajam dias difíceis, mas sim para que eu tenha forças para superar as dificuldades. É isso que eu espero para o ano que começa.

Feliz 2009 para todos nós!

A Sul-Americana não vale nada


O Inter foi o grande campeão da Copa Sul-Americana 2008. E daí? Segundo alguns esse título não vale nada, é só uma Libertadores de segunda classe. Pode até ser, só é preciso considerar o fato de que quem diz isso pode estar contaminado com o mais repugnante dos sentimentos: a inveja.

Dizem que não se precisa muito para ganhar uma Sul-Americana, a classificação para a mesma é fácil de conseguir, basta estar entre os dez primeiros da série A - se manter na Série A que parece meio difícil para alguns. Mas quantos são os clubes que já venceram essa competição no Brasil? Mas o Brasil não é considerado o melhor futebol do mundo?

Tudo bem, a Sul-Americana não vale nada, a Copa Dubai também não, o Gauchão é cafezinho. Se bobear vão dizer que ganhar do Barcelona não deve ser tão difícil assim.

Peço desculpas em nome de toda nação colorada por todos aqueles que se obrigam a ver nossas contínuas comemorações de títulos que não valem nada. Deve ser um problema que os colorados têm. Sei lá, é que a gente não gosta de perder.

O fato é que não importa o que está sendo disputado, para um colorado só a vitória importa, não interessa nem o time adversário e nem a competição, a gente quer ganhar. Tá aí o grande problema, o Inter não é um time seletivo, cada jogo é jogado como se fosse o último, como se valesse a vida. Acho que é por isso que temos levantado tantas taças nos últimos anos.

Então não adianta nos dizerem que uma competição não vale nada, a gente não menospreza adversário nem competição. Para os colorados vencer o Juventude por 8 x 1 é tão normal quanto vencer o Barcelona, a Inter de Milão, o São Paulo...

Peço desculpas pelo barulho que fizemos nos últimos anos comemorando esse títulos que não valem nada, peço desculpas por vibrarmos com uma competição tão insignificante quanto a Sul-Americana. É que nós somos assim, nós gostamos de ganhar. Nós queremos ganhar tudo, eu disse TUDO!!!