terça-feira, 16 de dezembro de 2008

E esse futebolzinho?

Eu percebo que o final do ano chegou sempre que a temporada de futebol brasileiro termina. Me dou conta que vai passar um filmezinho na quarta à noite e o Faustão não vai ter intervalo no domingo. Meio deprê isso.

Mas já que agora os próprios jornais nada mais têm a nos mostrar além de especulações de compra e venda de craques, montagem e desmanche de elenco e coisas do gênero, vamos fazer uma análise retrospectiva - meio parcial, talvez - de como foi o ano para os principais times brasileiros nas principais competições brasileiras.

Começo pelo São Paulo, o papa títulos do Brasil.

Com um grupo sólido e um técnico - que por mais insuportável e arrogante que seja - muito sóbrio e convicto, o time mesmo sem grandes estrelas conseguiu faturar o campeonato mais difícil do mundo.

Depois da frustração de ser eliminado pelo Fluminense na Libertadores, a torcida já não esperava uma reação do time no Brasileirão, já que o mesmo ocupava a 18ª posição na tabela. Muricy Ramalho chegou a jogar a toalha ainda no primeiro turno, dizendo que dificilmente alguém tiraria o caneco do time gaúcho.

Se isso foi uma tática, um blefe do treinador ninguém vai saber, mas que acabou dando certo ninguém duvida. O São Paulo foi campeão, sempre comendo pelas beiradinhas. Enquanto todos apostavam em Palmeiras e Grêmio, o São Paulo foi subindo e subindo até que não via mais ninguém a sua frente. Campeão, e com todos os méritos.

O Campeonato Brasileiro foi o melhor desde a era dos poontos corridos. Pela primeira vez o time que terminou como líder no primeiro turno não se sagrou campeão, isso porque nenhum dos times que eram favoritos ao título disputaram desde o início a competição com toda a força que dispunham. Tanto que no segundo turno o São Paulo não perdeu um jogo sequer, e mesmo com um primeiro turno pífio conseguiu alcançar e ultrapassar o até então líder Grêmio.

Dos cinco primeiros colocados da tabela três deles disputaram a Libertadores no começo do ano: São Paulo, Flamengo e Cruzeiro. Outro disputou o Paulistão até o final, sagrando-se campeão. Ou seja, só o Grêmio, eliminado precocemente do Gauchão e da Copa do Brasil, que pegou pesado desde o começo, aproveitando o "desleixe" ou "insobriedade" dos favoritos para com a competição. Méritos para o Grêmio que soube aproveitar a bobeira dos outros times.

O Grêmio deu bem mais do que qualquer um de seus mais otimistas torcedores esperavam. Não acredito que algum dos seus torcedores esperavam disputar um título até a última rodada do Brasileirão logo depois de ser eliminado nas semi-finais do Gauchão pelo Juventude, o recém rebaixado para Série B que, diga-se de passagem, permanecerá mais um ano lá.

O Tricolor Gaúcho calou a boca da imprensa e de muitos torcedores, e mesmo com um time fraco, porém muito competitivo, conseguiu permanecer maior parte do campeonato na ponta da tabela e acabou com a classificação para a Libertadores como "prêmio de consolação". Méritos para o superquestionado técnico Celso Roth, que com recursos limitadissímos colocou o Grêmio na segunda melhor posição do Campeonato Brasileiro, bem na frente de times que eram tidos como favoritos ao título, como o Palmeiras, por exemplo.

O Palmeiras conquistou o Paulistão com uma goleada de 5 x 0 em cima da Ponte Preta, a zebra da competição paulista. Tinha um elenco forte e um técnico pra lá de renomado e prestigiado, Wanderley Luxemburgo. Porém o técnico não foi bem esse ano, mostrou-se bem diferente dos outros anos, quando não amarelava em momentos decisivos.
Eliminado nas oitavas de final na Copa do Brasil, o técnico não chegou a se firmar no Brasilieirão, oscilando entre candidato ao título e apenas à vaga na Libertadores.

Aliás, o técnico do Porco protagonizou uma das cenas mais rídiculas do futebol que eu já vi. Em jogo decisivo contra o Argentino Juniors, da Argentina, pela copa Sul-Americana o técnico além de não viajar com o grupo, assistiu o jogo da cabine da Rede Globo. Ele comentou o jogo do próprio time! Sem comentários.

O quarto colocado do Brasileirão ficou onde esperava-se que ficasse. O Cruzeiro não surpreendeu e nem decepcionou, tendo em vista que não tinha um time digno de ser campeão, mas que tiunha uma equipe forte para lutar por uma vaga na libertadores, e conseguiu.

Diferente do time mineiro, o Flamengo não supriu as necesidades e expectativas de sua imensa torcida. O time vacilou na Libertadores, dando o maior vexame dos times brasileiros na competição desse ano, quando entregou a classificação para o América do México em pleno Maracanã. A torcida só fez festa no ínicio do jogo, na despedida do técnico Joel Santana. Eu sempre digo que não se faz festa em começo de jogo, não dá certo.

Esquecido o fiasco da Libertadores e já focado no Brasileirão, o Flamengo se mostrava forte candidato ao título, liderava com folga a competição até ser ultrapassado pelo Grêmio, e depois pelos outros três, ostentando um modesta quinta colocação na tabela, sem direito a Libertadores no ano seguinte.

Poderia se dizer que o Internacional foi tão decepcionante quanto o Flamengo não fosse pelos títulos que garantiu ao longo do ano. Considerado, quase que por unanimidade, como o grande favorito ao título o clube gaúcho não foi bem no Brasileiro. Mas a torcida não tem muito o que reclamar do time, afinal foram levantados três canecos durante o ano.

O Inter foi convidado a participar de um torneio internacional que seria disputado em Dubai, nos Emirados Árabes. O torneio contava com grandes times europeus: Ajax, da Holanda; o Stutgard, da Alemanhã; e a Inter de Milão, da Itália. Porém o time venceu o torneio, dando uma mostra aos seus torcedores do grande time que se desenhava ali.

No Gauchão o time também se mostrou muito superior aos demais. Jogando contra o Juventude na final, time que sempre complicou a vida do Colorado, o Inter perdeu de 1 x 0 no primeiro jogo, com um gol aos 47 minutos do segundo tempo, depois de uma falha do capitão Fernandão.

O mesmo Fernandão foi quem liderou a vitória e o título no segundo jogo, no Beira-Rio. O time humilhou o Juventude com oito gols, sendo que um deles marcado pelo goleiro Clemer depois de o mesmo ter sido escalado pela própria torcida. Até o único gol da Juventude foi marcado pelo Inter, o zegueiro Índio fez um belo gol de letra, pena que foi contra.

O início do ano, como se pôde ver, foi muito bom para o Colorado Gaúcho, diferente do meio da temporada, onde o time vacilou na Copa do Brasil, perdendo a classificação nas quartas de final. Com muitas mudanças de elenco e com a saída do técnico Abel Braga no meio da competição, o Inter patinou nos primeiros jogos da competição, afastando-se logo da ponta da tabela e frustrando sua torcida que sonhava em disputar uma Libertdores no ano de se centenário.

Mas o final do ano voltou a ser vermelho com a conquista da Copa Sul-Americana. Ganhando a competição o Inter tornou-se o único time brasileiro a ser campeão de todas as competições possíveis.

Times como Botafogo, Goiás, Coritiba, Vitória e Atlético-MG foram medianos durante toda a competição e todo o ano, não merecendo muito destaque para os mesmos. Diferente do surpreendente Sport, que desbancou gigantes do futebol btasileiro para sagrar-se o grande Campeão da Copa do Brasil e de quebra garantir uma vaga na Libertadores de 2009. No Brasileirão tomou somente os devidos cuidados para evitar o rebaixamento.

Na parte de baixo da tabela a briga para fugir do rebaixamento foi mais bonita do que a briga para definir o Campeão.

O Fluminense, que chegou até a final da Libertadores, perdendo vergonhosamente é claro, mas mesmo assim sendo o vice-campeão da América lutou até as últimas rodadas para se manter na elite em 2009. A derrota na Libertadores causou um impacto tão grande no time que ele só conseguiu reagir no final da competição. Muito dessa culpa deve ser dada ao extremamente antipático e arrogante técnico Renato Poretaluppi, que mesmo vendo tude se desabar continuava achando que estava tudo bem.

Santos, Náutico e Atlético-PR também lutaram muito e conseguiram escapar da degola. Quem não teve a mesma sorte foram o Figueirense, o Vasco, a Portuguesa e o valente Ipatinga. Digo que o Ipatinga é valente pelo fato de mesmo estar sempre nas últimas posições, só foi matematicamente rebaixado duas rodadas antes do fim do campeonato, diferente de muito dos outros clubes de Segunda Divisão que vieram fazer turismo na Séria A, proragonizando apenas jogos bônus para outros times.

E o Vasco, hein? Bah, foi-se mais um grande. E quem era o técnico mesmo? Ahhh, tinha que ser.

Bom, foi um grande e voltou outro. O Corinthians está de volta, como um preso reabilitado depois de cumprir pena por um crime. Não tem como não associar o rebaixamento do Timão ao título roubado conquistado de forma, no minímo, suspeita e, no máximo, vergonhosa em 2005, quando o verdadeiro campeão foi o Internacional.

Sobem junto com Coringão o Santo André, o Avaí e o Barueri. O Avaí vem substituir o co-irmão Figueirense na Série A.

Bom, afora o Mundial Interclubes que ainda está rolando lá no Japão e que não é de muito interesse para os brasileiros esse ano, nada mais tenho a dizer.

Globo, a gente se vê por aqui!

É só isso, e nada mais...

Talvez o mais famoso poema da literatura norte-americana, The Raven (O Corvo) de Edgar Allan Poe, é de fato um desafio aos tradutores, que tentam preservar ao máximo a sua estrutura rítmica e sonora, e ao mesmo tempo manter o texto fiel à história narrada, com seus momentos dramáticos.

Grandes escritores e tradutores de vários países já traduziram essa belíssima obra, o próprio Machado de Assis foi um desses escritores. Mas ninguém conseguiu tão perfeita tradução quanto Fernando Pessoa, que trouxe para o portugês toda a essência do poema, tanto na dramaticidade quanto no ritmo.

Mas melhor do que ler o poema é assistir o mesmo sendo interpretado encenado por Homer J. Simpson. É uma das coisas mais legais e hilárias que eu já vi.



> Confira aqui o poema original e suas traduções.

Bem que ele podia ter acertado


Se faltava alguma coisa para completar a retrospectiva desse ano ela aconteceu. E foi no Iraque, onde um jornalista tentou um sapatocídio contra o presidente americano George W. Bush.

O jornalista iraquiano Muntadar al-Zeidi, correspondente da emissora de TV Al-Baghdadia, atirou seus sapatos em Bush, porém não contava com a astúcia do presidente, que se esquivou das duas sapatadas com grande destreza.

Filho da mãe, esse Bush. Já não gostava muito desse desgraçado, mas agora o odeio mais ainda. Pensem quantas piadas poderiam render se a sapatada tivesse acertado em cheio naquela cara de smile do Bush. Mas não, ele tinha que escapar dessa. Maldito imperialista.

O iraquiano autor do atentado pode pegar 15 anos de prisão pelo fato. Acho justo. Bem feito pra ele, assim ele pode usar esse tempinho para treinar a pontaria.

O pior é que tudo indica que não haverão outras chances de sapatocídios contra George W. Bush, já que o Serviço Secreto Americano já deve ter armado um esquema para se precaver de uma próxima ameaça. Provavelmente Bush nunca mais falará para um publico que não esteja descalço.

O iraquiano errou, mas você pode tentar

Já que não tivemos a sorte de ver o presidente americano tomar uma sapatada, você pode tentar cumprir a missão em que o jornalista iraquiano falhou. Um site alemão criou uma animação em flash que reproduz o cenário da coletiva de imprensa na qual o repórter atirou seus sapatos contra Bush e por pouco não acertou o "alvo". Em "Bush Shoe Throw" o objetivo é acertar o sapato na cara do presidente.